{"id":883,"date":"2012-11-13T09:41:50","date_gmt":"2012-11-13T12:41:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontraribeiraopires.com.br\/noticias\/?p=883"},"modified":"2013-08-14T11:35:05","modified_gmt":"2013-08-14T14:35:05","slug":"consorcio-conclui-primeira-fase-do-plano-de-mobilidade-em-ribeirao-pires","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontraribeiraopires.com.br\/noticias\/consorcio-conclui-primeira-fase-do-plano-de-mobilidade-em-ribeirao-pires\/","title":{"rendered":"Cons\u00f3rcio conclui primeira fase do Plano de Mobilidade em Ribeir\u00e3o Pires"},"content":{"rendered":"<p>A primeira fase do Plano Diretor de Mobilidade da Regi\u00e3o do Grande ABC, realizado pelo Cons\u00f3rcio Intermunicipal Grande ABC em conjunto com a Oficina Consultores Associados, foi conclu\u00edda e apresentada na tarde desta segunda-feira (12\/11), na cidade de Santo Andr\u00e9. O diagn\u00f3stico, que apresenta dados e an\u00e1lises preliminares das condi\u00e7\u00f5es de mobilidade nos sete munic\u00edpios, identificou 210 demandas de obras na regi\u00e3o, sendo que 43 j\u00e1 foram executadas, 4 foram descartadas (todas em Ribeir\u00e3o Pires) e 163 ainda est\u00e3o na ativa, a maioria em S\u00e3o Bernardo (37) e Santo Andr\u00e9 (36).<\/p>\n<p>Do total, 20 s\u00e3o de obras para melhorias, 39 s\u00e3o obras de amplia\u00e7\u00e3o da capacidade do sistema, 93 de vi\u00e1rio novo e 11, interven\u00e7\u00f5es modestas que priorizam o transporte coletivo. Entre as demandas est\u00e3o as obras do eixo Anchieta, como a constru\u00e7\u00e3o de uma ponte estaiada no km 14 (extens\u00e3o da Av. Lauro Gomes at\u00e9 Avenida Tiet\u00ea) e de um trevo de acesso da Via Anchieta para a Av. Guido Aliberti, em S\u00e3o Caetano.<\/p>\n<p>Or\u00e7ado em R$ 1 milh\u00e3o, sendo R$ 800 mil provenientes do governo do Estado e R$ 200 mil custeados pelo pr\u00f3prio Cons\u00f3rcio, o Plano visa propor a\u00e7\u00f5es regionais de mobilidade urbana que subsidiem pol\u00edticas e projetos comuns ou integrados entre os munic\u00edpios do ABC.<\/p>\n<p>Segundo Marcos Bicalho, arquiteto da Oficina Consultores Associados, a pr\u00f3xima fase do projeto classificar\u00e1 as demandas em obras de interesse local, municipal e regional. \u201cA etapa futura ir\u00e1 esquematizar as propostas que o Plano est\u00e1 elaborando e apresentar\u00e1 diretrizes. A implanta\u00e7\u00e3o dessas diretrizes exige uma etapa mais detalhada, que inclui a participa\u00e7\u00e3o das prefeituras na elabora\u00e7\u00e3o dos projetos\u201d, aponta.<\/p>\n<p>O arquiteto ainda ressalta a import\u00e2ncia relativa das demandas identificadas na primeira fase do Plano. \u201cS\u00e3o obras que contribuem para resolver alguns gargalos na regi\u00e3o. Alguns s\u00e3o problemas presentes e outros, futuros. O caso da liga\u00e7\u00e3o de Santo Andr\u00e9 com Sert\u00e3ozinho, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o evidente hoje, mas a previs\u00e3o que Mau\u00e1 faz \u00e9 que, com o Rodoanel, a instala\u00e7\u00e3o de empreendimentos de log\u00edstica e de transporte de carga ser\u00e1 intensa. Nos pr\u00f3ximos anos, o crescimento da demanda por transporte no local ser\u00e1 muito grande\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para Andrea Brisida, coordenadora do GT de Mobilidade do Cons\u00f3rcio, o principal ganho com o estudo \u00e9 a classifica\u00e7\u00e3o e prioriza\u00e7\u00e3o das demandas de obras. \u201cA partir do momento em que a gente identifica algumas obras como de interesse regional, isso respalda tanto o Cons\u00f3rcio quanto o munic\u00edpio a pleitearem recursos.\u201d<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a coordenadora, a conclus\u00e3o do Plano, que estava prevista para dezembro, ser\u00e1 prorrogada para o in\u00edcio de 2013, para que os prefeitos eleitos possam se inteirar do projeto e adicionar suas propostas para a mobilidade regional.<\/p>\n<p><strong>Integra\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o entre as redes de transporte com diminui\u00e7\u00e3o da tarifa \u00e9 uma das metas a serem perseguidas na regi\u00e3o, na opini\u00e3o de Marcos Bicalho. \u201cH\u00e1 um entendimento de que o sistema vi\u00e1rio extrapola o interesse local. A ideia \u00e9 que as redes de transporte sejam integradas, inclusive no quesito tarif\u00e1rio, e n\u00e3o sobrepostas e competitivas entre si, como vemos hoje\u201d, diz.<\/p>\n<p>O especialista explica que a integra\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria \u00e9 complicada na pr\u00e1tica porque provoca redu\u00e7\u00e3o do dinheiro do caixa do sistema. A quest\u00e3o, para Bicalho, seria resolvida com planejamento. \u201cQuando voc\u00ea faz a integra\u00e7\u00e3o, voc\u00ea planeja melhor a rede e ganha uma redu\u00e7\u00e3o no custo operacional. Na teoria, os ganhos eficientes seriam repassados aos usu\u00e1rios, que pagariam tarifa mais barata.\u201d<\/p>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es da mobilidade na regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o diagn\u00f3stico, pouco mais de 6 milh\u00f5es, das 38 milh\u00f5es de viagens realizadas na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo (RMSP), tem origem ou destino no Grande ABC, sendo que 4,8 milh\u00f5es delas s\u00e3o internas, 1,1 milh\u00e3o t\u00eam origem ou destino na Capital e 80 mil nos demais munic\u00edpios. S\u00e3o Bernardo e Santo Andr\u00e9, mais populosos, concentram maior participa\u00e7\u00e3o nas viagens realizadas no ABC: 29% e 27%, respectivamente. Do total de viagens feitas, 43% s\u00e3o a trabalho, 34% para educa\u00e7\u00e3o e 11% para assuntos pessoais.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao conjunto da RM, o ABC apresenta \u00edndice superior de utiliza\u00e7\u00e3o do transporte individual (34,3% ante 29,5%), menor de utiliza\u00e7\u00e3o do transporte coletivo (31,3% ante 36,5%) e se aproxima da Regi\u00e3o Metropolitana no uso dos meios de transporte n\u00e3o motorizados (34,5% ante 33,9%).<\/p>\n<p>S\u00e3o Caetano do Sul tem a maior utiliza\u00e7\u00e3o relativa do transporte individual (50,6%) e a menor utiliza\u00e7\u00e3o do transporte coletivo (17,2%). Mau\u00e1 apresenta maior utiliza\u00e7\u00e3o dos transportes n\u00e3o motorizados (47,0%), seguida por Rio Grande da Serra (41,9%) e Diadema (41,8%).<\/p>\n<p>De acordo com Marcos Bicalho, a presen\u00e7a da ind\u00fastria automobil\u00edstica no ABC causa impacto significativo no aumento na frota de ve\u00edculos. A m\u00e9dia regional, segundo o especialista, \u00e9 15% maior do que na RMSP. Em n\u00fameros relativos, S\u00e3o Caetano possui a maior taxa de distribui\u00e7\u00e3o de frota (n\u00famero de ve\u00edculos dividido pelo n\u00famero de habitantes), com 0,3, seguido de Santo Andr\u00e9 (0,24), Ribeir\u00e3o Pires (0,23) e S\u00e3o Bernardo (0,22).<\/p>\n<p><strong>De proponente a executor<\/strong><\/p>\n<p>Jo\u00e3o Ricardo Guimar\u00e3es, secret\u00e1rio executivo do Cons\u00f3rcio Intermunicipal Grande ABC, sublinhou o papel da entidade na discuss\u00e3o de tem\u00e1ticas a n\u00edvel regional. Para ele, o Plano Diretor de Mobilidade da Regi\u00e3o do Grande ABC marca uma nova fase do Cons\u00f3rcio.<\/p>\n<p>\u201cFica claro que, a partir desse Plano, h\u00e1 demandas para os prefeitos regionais; a integra\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria \u00e9 uma delas. A realiza\u00e7\u00e3o desse estudo tem a ver com o pr\u00f3ximo momento da gest\u00e3o do Cons\u00f3rcio, que visa deixar de ser um agente proponente para ser agente executor de pol\u00edticas p\u00fablicas junto \u00e0s prefeituras locais\u201d, aponta.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rep\u00f3rter Di\u00e1rio<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira fase do Plano Diretor de Mobilidade da Regi\u00e3o do Grande ABC, realizado pelo Cons\u00f3rcio Intermunicipal Grande ABC em conjunto com a Oficina Consultores Associados, foi conclu\u00edda e apresentada na tarde desta segunda-feira (12\/11), na cidade de Santo Andr\u00e9. 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